Para quem pensava em esquecer a prestação de contas do montante enviado pelo governo federal para tratamentos de pacientes acometidos com o Coronavírus nos estados e municípios brasileiro, é bom botar as barbas de molho. É que após o Ministro do (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso determinar que o Senado abra uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a condução do governo federal durante a pandemia de Covid-19, parlamentares querem uma extensão das investigações aos governadores e prefeitos.
Em entrevista à CNN neste domingo (11), o senador Eduardo Girão (Podemos – CE) disse que está colhendo assinaturas para que governadores e prefeitos sejam investigados, conforme explicado.
“Muitos colegas têm me ligado desde sexta-feira (10), e faltam apenas nove assinaturas. Eu acredito que ainda neste domingo (11), a gente possa superar o número mínimo de 27 assinaturas para abertura de uma CPI mais ampla”, afirmou Girão.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), manifestou-se sobre a determinação de Barroso, afirmando que a decisão indica que “há uma interferência do Supremo em todos os poderes”.
“O Brasil está sofrendo demais e o que menos precisamos é de conflitos. Sabe a minha posição, respeito completamente nossa Constituição, não tem um pingo fora das quatro linhas da mesa. Agora seria bom se todo mundo jogasse nas quatro linhas”, afirmou Bolsonaro ao repórter Leandro Magalhães, da CNN.
O líder da minoria no Senado Jean Paul Prates (PT-RN) disse que não é atribuição do Senado investigar governadores e prefeitos, como pedem requerimentos para ampliar o escopo da CPI da Covid.
“É preciso ter em conta que não é papel do Senado precipuamente analisar, a não ser em casos muito concretos, governadores de estados e prefeitos. Para isso, estão as Assembleias Legislativas, os TCEs em auxílio a elas e as Câmaras Municipais. Cada instância no seu lugar”, declarou.

