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Proposta que considera atividade religiosa essencial na Pandemia é aprovada na ALEPE e Petrolina?

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O substitutivo ao Projeto de Lei (PL) nº 1094/2020, que considera as atividades religiosas essenciais em situações de calamidade pública, recebeu o aval do Plenário da Alepe nesta quinta (22). Após alterações feitas pela Comissão de Administração Pública, a versão atual do texto prevê expressamente que, em circunstâncias excepcionais, o Poder Executivo poderá determinar, por decreto devidamente fundamentado, restrições a eventos presenciais dessa natureza.

A proposta original da ALEPE é de autoria do deputado Pastor Cleiton Collins (PP). Ela estabelecia que serviços religiosos realizados nos templos e fora deles deveriam ser mantidos em tempos de crises causadas por doenças graves e contagiosas ou por catástrofes naturais. Impunha, no entanto, obediência às determinações da Secretaria Estadual de Saúde. Também recomendava a adoção de meios virtuais para reuniões coletivas e, quando não fosse possível, a observação da distância mínima de um metro entre as pessoas.

No início de março, a matéria foi considerada ilegal pela Comissão de Justiça, que avaliou ser do governador a competência de legislar sobre o tema. O Plenário, porém, derrotou o parecer e o PL 1094 voltou a tramitar nos colegiados técnicos, recebendo o substitutivo no de Administração Pública. Aprovada em Primeira e Segunda Discussões, a proposta seguirá para Redação Final e sanção do governador.

Durante o debate, Collins comemorou a aprovação do projeto. “Nosso objetivo nunca foi promover aglomerações. O que a Alepe está fazendo hoje é reconhecer a essencialidade das igrejas nos momentos de calamidade, seja com o trabalho de cura espiritual ou nas ações de caráter social”, afirmou.

Projeto semelhante é palco de celeuma na Câmara de Vereadores de Petrolina, dada à repercussão no meio evangélico, pelo trancamento da pauta – “atividades religiosas como serviço essencial”, na Casa do Povo, o presidente do executivo petrolinense, Aero Cruz, chegou a prometer na sessão remota da terça (20) levar o tema a prefeitura para contar com a sensibilidade do prefeito Miguel Coelho pelo retorno dos cultos religiosos na pandemia. Alguns edis até questionaram em off pela autonomia do presidente.

Vereador Aero Cruz em 20.04.21

(Com informações da ALEPE)

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