O ex-presidente Luís Ignácio Lula da Silva – Lula (PT) deve desembarcar no Recife no mês de julho. Ele deve se reunir com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), sendo o elo que o “liga” ao PSB, uma vez que Paulo é vice-presidente nacional da sigla. Além do encontro com o gestor estadual, o líder petista deve se encontrar com a ex-primeira dama Renata Campos.
O palanque para a construção de uma Frente Ampla vem sendo construído desde quando o petista foi considerado elegível pelo STF. De lá pra cá, ele vem costurando alianças com políticos da esquerda, do centro e centro-direita. Almoçou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), encontrou-se com caciques do MDB e do DEM, e segue pavimentando o caminho para sua possível eleição em 2022. Inclusive, as idas de Marcelo Freixo e Flávio Dino para o PSB, conforme assinalaram fontes à reportagem, fazem parte deste tratado rumo às eleições presidenciais.
João Campos, inclusive, protagonizou, em 2020, durante as eleições municipais, em sua campanha de segundo turno, episódios de antipetismo. Mas, ao que tudo indica, conforme vaticinaram fontes ao Diario de Pernambuco, “águas passadas não movem moinhos” e não devem mover mesmo. Até porque, o PSB busca um fortalecimento de uma base contra Bolsonaro. Inclusive, em Pernambuco, há possibilidade de apostarem na candidatura de Paulo Câmara (PSB) ao Senado. Enquanto isso, nomes para o governo de Pernambuco são decididos dentro da própria sigla. Entre eles, o do ex-prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), que, embora apoiado pelo presidente nacional da sigla, Sileno Guedes, já adiantou ao Diario que não pretende participar do pleito.
Tido como maior liderança do PT, Lula deve conversar também com políticos petistas em Pernambuco. “Apaziguar os ânimos de alguns e cortar asas de outros”, assinalou uma fonte. Existe a possibilidade de lançar o ex-prefeito e agora deputado João Paulo (PCdoB), que volta ao PT, para o cargo de deputado federal pela sigla. Mas, nada ainda fora decidido. A conversa de Lula deve decidir os caminhos que a sigla deve seguir no estado.

