Quem acompanha as sessões ordinárias da Câmara de Vereadores de Petrolina, nota um Bloco de Oposição muito apático desde início de 2021, nos bastidores já há quem arrisque a dizer que o ex-prefeito Júlio Lossio sente profundas saudades da atuação do ex-vereador Paulo Valgueiro. Este além de ser advogado sabia ser um opositor no campo das ideias. Na legislatura atual o vereador Marquinhos do N-4 lidera o grupo oposicionista na Casa de Leis petrolinense seguido pelos vereadores Elismar Gonçalves e Samara da Visão, correndo por fora e fazendo uma oposição neutra o destaque é o vereador Gilmar Santos (PT).
Com a polêmica em torno do aumento no valor do adicional combustível da Câmara, que saltou de R$ 2 mil para R$ 3 mil em plena pandemia, proposto pelo presidente Aero Cruz, aliado ao silêncio do Líder da Oposição – Marquinhos do N-4, coube ao vereador Gilmar Santos descascar a batata assada. E na manhã desta segunda-feira, 12, Gilmar protocolou um Projeto de Lei, que altera o artigo 10º, §1º, da Lei nº 3.410 de 9 de julho de 2021, em que estabelece o valor da cota mensal de combustível no valor de R$ 2.00,00 (dois mil reais) para o Gabinete da Presidência, para a Administração e para o gabinetes dos vereadores respectivamente, ou seja o Projeto sugere que a cota não sofra aumento para R$ 3.000,00 (três mil reais) conforme a lei ora promulgada pelo presidente da Câmara e autor da lei, vereador Aero Cruz (MDB).
O petista justifica que o projeto aprovado na sessão ordinária de 22 de junho de 2021, quase que por unanimidade, trazendo em seu texto dispositivo que aumentava em R$1.000,00 (mil reais) mensais o valor destinado para utilização com combustível nos carros vinculados à Casa Plínio Amorim nos últimos dias, e que agora tornou-se Lei, foi um dos assuntos mais comentados na cidade.
A aprovação do projeto gerou grande revolta na população petrolinense, que, após a aprovação, passou a se posicionar de maneira veemente contra a decisão da maioria dos vereadores da Casa Plínio Amorim.
Após a repercussão vexatória e desaprovação popular sobre esse aumento, alguns vereadores, inclusive parte dos que foram favoráveis ao aumento, recuaram da posição e se colocaram publicamente informando que abririam mão do valor extra.
Apesar da grande indignação da sociedade, com forte repercussão na imprensa, e até mesmo com expressa recomendação do Ministério Público de Pernambuco https://www.mppe.mp.br/mppe/comunicacao/noticias/14809-petrolina-mppe-recomenda-vetar-aumento-de-verba-de-combustivel-para-gabinetes-de-vereadores para a revisão desse aumento, a Presidência da Casa Plínio Amorim decidiu sancionar o PL, já que o Sr. Prefeito o devolveu para a Câmara.
Segundo o vereador Gilmar Santos, ainda é possível a Câmara Municipal de Petrolina reconhecer o equívoco cometido e demonstrar respeito ao sentimento e à vontade do povo de Petrolina, basta os vereadores aprovarem o projeto e o prefeito sancionar. Dessa forma o reajuste pode ser anulado.
Diante da indignação da população com esse aumento absurdo, O Mandato Coletivo apresentou no dia 29 de junho, uma petição pública https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=revogapetrolina onde as pessoas podem assinar se posicionando contra esse aumento descabido.

