O Sebrae, em parceria com o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), desde 2019 desenvolve o Projeto de Controle e Monitoramento da Mosca-da-Fruta na região do Vale do São Francisco. A iniciativa tem o apoio da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), Abrafrutas, e parcerias com a Codevasf e seus distritos de irrigação nos perímetros irrigados localizados em Juazeiro, além da empresa Moscamed, referência em todo território nacional.
Atualmente, seis municípios da Bahia são atendidos pelo projeto: Abaré, Casa Nova, Curaçá, Juazeiro, Sento-Sé e Sobradinho. O projeto chega a mais de 600 unidades produtivas, beneficiando mais de 1 mil produtores rurais na Bahia, tendo como referência a área do Distrito do Mandacaru, cujos índices alcançados são considerados excelentes no combate à praga.
Na última quarta-feira (4), uma visita aos distritos do Mandacaru e de Maniçoba foi realizada com as presenças do Diretor de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Goulart, do presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, representantes da Codevasf, Senar, Valexport, Univasf, ADAB e do setor privado. O objetivo foi conhecer de perto a iniciativa, para que sirva de modelo aos demais produtores rurais do Vale do São Francisco.
Na oportunidade, eles conheceram o modelo implantado de execução dos trabalhos, que conta com o apoio do Sebrae e do Senar na oferta dos serviços tecnológicos para qualificação dos produtores, e passa pelo apoio do distrito de irrigação, dos respectivos conselhos deliberativos das instituições, das gerências executivas e das equipes técnicas, para que as ações consigam chegar até o produtor rural e sejam aplicadas com efetividade.
Carlos Cointeiro, gerente regional do Sebrae em Juazeiro, explicou que “a visita do Ministério da Agricultura e da Abrafrutas teve o objetivo de acompanhar de perto os resultados excelentes alcançados pelo projeto nos distritos do Mandacaru e em Maniçoba”.
O assessor técnico do Centro em Excelência de Fruticultura e coordenador de programas do Senar da região Norte da Bahia, Thiago Firmato, esclareceu que o projeto, com investimentos na ordem de R$1,5 milhão, busca identificar as perdas de produtividade em relação aos danos causados pela praga da mosca-da-fruta. “Esse é um dos maiores gargalos para a comercialização, principalmente no mercado externo. Dessa forma, o projeto tem o objetivo de reduzir o ataque da praga em frutas hospedeiras dos pomares. A ação já tem resultados positivos aqui no Vale” conclui.

