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Dono de posto vende litro de gasolina por R$ 6,44 em Juazeiro, sem esperar Rui Costa reduzir preço do ICMS

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Para ajudar os clientes a enfrentarem a crise financeira causada pela crise sanitária do novo Coronavírus, no qual o aumento da gasolina é uma constante no Brasil, um proprietário de um posto de combustível no bairro João 23, em Juazeiro, Bahia, resolveu baixar o preço da gasolina para R$ 6,449, na maioria dos postos da região do Sertão do São Francisco, consumidores chegam a pagar R$ 6,699 por litro.

Funcionários afirmam que a medida do Posto Cidade é uma forma de priorizar a fidelização do cliente e quem sabe sensibilizar o governo do estado da Bahia a reduzir o valor do ICMS no combustível.

Em carta, 20 governadores respondem às acusações do presidente Jair Bolsonaro com relação ao aumento do ICMS no combustível. De acordo com o texto, nos últimos 12 meses, o preço da gasolina registrou um aumento superior a 40%, “embora nenhum Estado tenha aumentado o ICMS incidente sobre os combustíveis”. Para os signatários, o problema envolvendo o tema é nacional, “e, não somente, de uma unidade federativa”.

Ao longo dos últimos meses, com o aumento do preço do combustível e com a pressão de setores como o dos caminhoneiros, Bolsonaro tem colocado a responsabilidade do aumento do combustível nos governadores. Segundo o presidente, o aumento se deve em grande parte ao ICMS, imposto estadual.

O preço da gasolina é composto pela fatia da Petrobras, que, na semana de 5 a 11 de setembro, era de 33,5%; o ICMS, que, na média no País, estava em 27,6%; os tributos federais Cide e PIS/Pasep e Cofins; o custo do etanol anidro; e pela parte da distribuição e revenda. No diesel, a fatia da Petrobras chega a 52,4%.

Bolsonaro tem incentivado seus eleitores a pressionar os governadores para solucionar a questão. Por isso, os gestores incluíram no manifesto, a fim de deixar claro que o presidente falta com a verdade, mas sem citá-lo nominalmente que “falar a verdade é o primeiro passo para resolver um problema”.

No início deste mês, o governo entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar os Estados a adotarem alíquota única de ICMS sobre os combustíveis. O documento é assinado pelo próprio presidente e pelo advogado-geral da União, Bruno Bianco, e pede que o Supremo fixe prazo de 120 dias para que o Congresso aprove uma nova lei sobre o tema.

A petição encaminhada ao Supremo é uma Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO). O presidente alega que o Congresso foi omisso ao não editar lei complementar para regular a cobrança de ICMS no País.

Da Redação

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