Em um tempo obstante a dona de casa sertaneja conseguia encher o carrinho no supermercado quando das compras mensal, mas com a disparada do aumento dos produtos e principalmente alimentos e medicamentos ainda sem uma sinalização do governo federal para congelar os preços dos produtos, esse ano a peleja para a compra da cesta básica com carrinhos cheio se tornou um desafio.
Prova disso, pesquisa aponta aumento no preço da cesta básica já no primeiro mês do ano em Petrolina e Juazeiro. Os dados foram coletados pelo Colegiado de Economia da Faculdade de Petrolina (Facape) por meio do boletim da cesta básica do mês de janeiro em comparação com o mês de dezembro de 2022.
Itens como Tomate, Arroz, Feijão Carioca e Farinha de Mandioca foram destacados como os principais aumentos. Segundo o Departamento Internacional de Estatísticas e Estudos Socioeconômico (DIEESE), o aumento da demanda interna e externa e a menor oferta de arroz fez aumentar os preços. Já no caso da Farinha de Mandioca, persiste o mesmo problema do ano passado, a escassez da oferta da matéria prima, contribuiu com o contínuo aumento dos preços.
A pesquisa aponta que em janeiro o aumento foi de 5,33% em Petrolina e 3,13% em Juazeiro. Comparando com os últimos 12 meses, na cidade pernambucana, o acumulado é de 16,35%, já na cidade baiana os alimentos acumulam alta de 6,46%. Em janeiro a cesta básica em Juazeiro custou R$ 529,12 e R$ 583,74 em Petrolina. Sendo assim, a cesta básica em Petrolina ainda é mais cara que na cidade baiana.
Segundo João Ricardo Lima, professor do curso de Economia e coordenador da pesquisa, o consumidor precisa pesquisar com antecedência para poder economizar no momento da sua compra.

