Expedita Ferreira Nunes, a única filha do cangaceiro Lampião com Maria Bonita, está processando o professor, jurista e escritor Tiago Pavinatto por termos utilizados no livro “Da Silva: a grande fake news da esquerda”.
O best-seller, que figura na lista de mais vendidos do país desde seu lançamento, em agosto, busca desconstruir a aura de heroísmo que muitas vezes é atribuída ao legado de Virgulino Ferreira da Silva.
A filha de Lampião pede uma indenização de R$ 245 mil por conta do uso de expressões como “psicopata”, “ladrão”, “torturador”, “golpista”, “sequestrador” e “terrorista mercenário” para definir a índole do pai.
“Era só o que me faltava: a filha de Lampião quer tirar o meu livro de circulação. Se você ainda não leu, corra, porque eu não duvido de mais nada neste país”, declarou Pavinatto, indignado com a ação movida por Expedita.
O escritor e a editora já estão tomando as providências cabíveis.
O livro:
Em Da Silva: A Grande Fake News da Esquerda, o jurista e professor Tiago Pavinatto mergulha na história de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e traça o perfil da figura história definida na obra como “terrorista mercenário que extorquia os ricos e destroçava a vida dos pobres”. Lançamento da editora Almedina Brasil, pelo selo Edições 70, o livro revela uma perspectiva sem romantismos do cangaceiro mais conhecido da história brasileira.
A obra se propõe a desconstruir a aura de heroísmo que muitas vezes é atribuída ao cangaceiro. Com base em uma pesquisa profunda de estudos nacionais e internacionais sobre Lampião, o autor traça um perfil minucioso que revela a verdadeira face desse personagem popular e o expõe como um psicopata, cujas ações atingiram níveis de crueldade e violência que vão muito além de qualquer interpretação idealizada.

