Hoje talvez uma das coisas mais difíceis no ambiente político seja se manter o equilíbrio e controle emocional em meio a disputas, ofensas e etcetera. Não é tarefa fácil silenciar diante de insultos ou falsas acusações motivadas por um interesse difamatório de desconstrução biográfica e com propósitos político-eleitorais.
Há alguns líderes notáveis, com comprovada capacidade para gestão e mobilização humana, fracassando ante provocações incitadas claramente para poder desgastar a real confiabilidade popular em sua pessoa. E não apenas pela “boca nervosa” e reativa destes, como também pela tomada de decisões ruins e destemperadas sem fazer a devida ponderação sobre suas consequências imediatas.
Urge que todo aquele que deseja exercer um papel de comando liderança política aprenda a se conter, a relativizar agressões e reagir apenas nas situações em que tal reação seja de fato necessária pra manter posições ou fortalecer seus argumentos.
Contudo, isso precisará que seja friamente analisado dentro da perspectiva do custo benefício. Ganha-se muito mais com uma boa articulação bem feita ou com uma ação judicial do que “batendo boca” e trocando farpas em meios midiáticos e públicos.
Buscar uma mentoria eficiente neste segmento poderá vir a ser o agente diferenciador que falta em muitas pessoas com reconhecido potencial pra estar à frente de grupos em projetos audaciosos. Porém, que sem o devido comedimento poderá por tudo a perder irreversivelmente.
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Por *Teobaldo Pedro de Jesus
Pastor e psicanalista.

