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“Não existe um decreto assinado por policial militar, a gente tem que se proteger dos tiros que vêm de fora, e agora dos tiros que vêm de dentro”, disse policial da Bahia

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Polícias militares prestaram uma homenagem nesta segunda-feira (29), ao soldado da Polícia Militar Wesley Góes, de 38 anos, morto pela própria corporação neste domingo (28 de março) no Farol da Barra em Salvador-BA. O soldado alvejado era lotado na 72º Companhia Independente de Polícia Militar (72ºCIPM) de Itacaré, e segundo informações teria surtado com devido ao cumprimento do decreto estadual que manda prender comerciantes listados como não essenciais que desobedecerem o decreto determinado pelo Governo da Bahia.

Durante a homenagem, que contou com dezenas de outros policiais fardados e outros à paisana, um PM declarou que: “Ele o PM estava lá (no Farol da Barra) porque não aguentava mais, estava saturado e se for perguntar para tropa aqui muita gente está no estado até pior do que a dele. Só que ele teve coragem de externar. Ele estava lá, não só representando a polícia, ele estava representando a sociedade e morreu como um guerreiro não era um vagabundo não”, disse.

O policial militar disse ainda que trabalhou com Wesley por muito tempo e ela era meu comandante de viatura uma pessoa dedicada ao serviço uma pessoa que era disposta a deixar sua vida pelo trabalho.

“E valeu de quê? a gente tem que se proteger dos tiros que vêm fora, e agora dos tiros que vêm de dentro também. Muitos não sabem das lutas que a gente enfrenta diariamente e as dificuldades que a gente passa. A gente não assina decretos, não existe nenhum decreto assinado por policial militar. Quando a gente chega em um estabelecimento, não é por vontade nossa não, mas a gente precisa cumprir as ordens que vem de cima. A nossa vontade é ver todo mundo ganhando o seu pão, nós estamos aqui é para combater a criminalidade”, enumerou o policial, visivelmente irritado com a situação da perda do colega de farda.

Pelas redes sociais, o Governador da Bahia – Rui Costa (PT) disse que: “Quero lamentar profundamente o fato ocorrido neste domingo e ao mesmo tempo manifestar meus sentimentos à família do policial envolvido. Também quero estender minha solidariedade a todos os policiais que participaram da operação e colocaram suas vidas em risco”.

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