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Confira a lista dos 22 deputados que votaram contra o Fim da Escala 6×1

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A noite desta quarta-feira (27) marcará a história dos direitos trabalhistas no Brasil. A Câmara dos Deputados aprovou o fim da escala 6×1, garantindo aos trabalhadores a jornada de jornada 40 horas semanais distribuídas em cinco dias, com dois dias de descanso remunerado.

O substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) obteve amplo apoio e foi visto como uma vitória histórica. A proposta não reduz salários e prevê um período de transição: carga de 42 horas por semana nos primeiros 60 dias, alcançando as 40 horas definitivas em até 12 meses. Agora, o texto segue para análise do Senado.

Mas, mesmo com a festa nas redes sociais e o apoio da maioria, nem todos estavam felizes. 22 deputados votaram contra a medida no primeiro turno. A maioria destes nomes é ligada ao bolsonarismo e ao centrão, formando um bloco de resistência à mudança.

Quem votou contra o fim da escala 6×1?

Confira a lista nominal dos deputados que se posicionaram contra o projeto, divididos por partido:

Adriana Ventura (Novo-SP)

Bibo Nunes (PL-RS)

Carlos Chiodini (MDB-SC)

Caroline de Toni (PL-SC)

Daniel Freitas (PL-SC)

Daniela Reinehr (PL-SC)

Fabio Schiochet (União-SC)

Fausto Pinato (União-SP)

Gilson Marques (Novo-SC)

Julia Zanatta (PL-SC)

Kim Kataguiri (Missão-SP)

Lucas Redecker (PSD-RS)

Marcel van Hattem (Novo-RS)

Mauricio Marcon (PL-RS)

Nicoletti (PL-RR)

Paulo Marinho Jr (PL-MA)

Pezenti (MDB-SC)

Ricardo Guidi (PL-SC)

Ricardo Salles (Novo-SP)

Rosangela Moro (PL-SP)

Sérgio Turra (PP-RS)

Zé Trovão (PL-SC)

 O jogo político: O “recuo” do PL

O que chamou a atenção dos analistas nesta votação foi o comportamento do PL (Partido Liberal). Historicamente contrário ao fim da escala 6×1, a maioria da bancada acabou cedendo.

A pressão popular e a temática de “classe média” desempenharam um papel crucial. Manter a posição contrária traria um custo eleitoral alto, especialmente em ano de eleições. O caso mais notório foi o de Nikolas Ferreira (MG), que, apesar de ser uma das vozes mais proeminentes do partido, votou a favor do projeto.

O enfraquecimento da extrema direita no plenário ficou claro: no segundo turno da votação, como a vitória já estava garantida, alguns que haviam votado contra sequer apareceram. A resistência caiu de 22 votos contrários para apenas 19 na segunda rodada.

Com a aprovação na Câmara, o projeto agora depende do Senado para se tornar lei. A expectativa é que a tramitação continue com o mesmo ritmo, garantindo que os trabalhadores brasileiros possam desfrutar do final de semana prolongado em breve.

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