O Tribunal Superior Eleitoral, conhecido como TSE, adotou uma estratégia tecnológica inovadora para garantir a integração das urnas eletrônicas em locais onde a infraestrutura de rede convencional não alcança. A medida visa eliminar barreiras geográficas no processo democrático.
Para viabilizar essa conexão, a justiça contratou a empresa Hughes Telecomunicações do Brasil. A operadora será a responsável por fornecer os terminais que operam através da rede de satélites da Starlink, companhia que pertence ao empresário Elon Musk.
Conforme informação divulgada pela CNN Brasil, o plano envolve o uso de 1.113 terminais que serão estrategicamente instalados em 13 estados brasileiros para otimizar a transmissão dos resultados das eleições.
Como funcionará a transmissão via satélite
O procedimento técnico seguirá os mesmos protocolos de segurança aplicados em áreas urbanas que já possuem internet estável. O processo utiliza o sistema JE-Connect, que é a ferramenta oficial da Justiça Eleitoral para o envio dos dados.
Os arquivos gerados pelas urnas eletrônicas são assinados digitalmente antes de serem transmitidos. Isso garante que a informação chegue ao destino com total integridade e segurança, independentemente do meio de acesso utilizado para a conexão.
Logística e distribuição dos equipamentos
A definição sobre quais seções eleitorais receberão os terminais ficou a cargo dos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais, os TREs. Cada unidade da federação avaliou suas necessidades geográficas e operacionais para montar a logística.
O estado do Amazonas e o estado do Pará lideram a lista de utilização, com 350 terminais cada um. O Mato Grosso aparece na sequência com 117 unidades, seguido pelo Acre e Roraima, que contarão com 91 e 60 terminais, respectivamente, para cobrir áreas remotas.
Estados atendidos pela tecnologia
Além das regiões citadas, outros estados também receberão suporte para garantir a celeridade dos resultados. O Maranhão terá 60 terminais, enquanto Amapá contará com 53, Mato Grosso do Sul com 9, Goiás e Piauí com 5 cada, além de Paraná, Bahia e São Paulo com pequenas parcelas de equipamentos.
Essa operação demonstra o esforço da Justiça Eleitoral em utilizar a tecnologia da Starlink para manter a eficiência do sistema eleitoral brasileiro, mesmo nos rincões mais distantes do país, garantindo que cada voto seja contabilizado com agilidade e transparência.
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Fonte: CNN
