Uma ação policial recente colocou um ponto final em um esquema criminoso que colocava em risco a saúde de consumidores em todo o estado. A investigação, focada na produção de itens de falsificação, revelou como a criatividade criminosa operava para dar ares de autenticidade a bebidas famosas.
O foco da quadrilha era a produção gráfica de alta precisão, criando etiquetas, selos e lacres que enganariam até os compradores mais atentos. A estrutura, montada em uma gráfica clandestina na Vila Engler, foi alvo de uma batida policial que resultou na prisão do responsável pelo local.
Conforme informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a operação revelou a dimensão da fraude que utilizava materiais específicos para imitar marcas renomadas como Campari, Old Parr e White Horse.
Estrutura de alta precisão e apreensões
Durante a operação, os agentes encontraram 19 bases de impressão de rótulos, 20 modelos prontos para estampar garrafas e três selos específicos para bebidas alcoólicas. A apreensão incluiu ainda um rolo de fita holográfica e cinco tampas, provando que o objetivo era garantir a aparência de um produto original.
O responsável pela gráfica foi preso em flagrante por crimes de falsificação de papéis públicos, posse de material para falsificação e crime contra registro de marca. Ele permanece à disposição da Justiça na 1ª Delegacia de Investigações Gerais de Bauru, enquanto a polícia busca outros envolvidos.
O perigo das bebidas falsificadas no estado
A preocupação das autoridades com a falsificação de bebidas alcoólicas não é por acaso, já que o estado enfrentou uma crise grave entre o final de 2025 e o início de 2026. Naquele período, o uso de metanol em produtos clandestinos resultou em 54 pessoas intoxicadas e 12 mortes confirmadas até maio de 2026.
Em episódios anteriores, a fiscalização também agiu com rigor, como no caso em que o Procon apreendeu 128 mil garrafas de vodca sem documentação em Barueri. Além disso, diversos estabelecimentos, incluindo bares na Bela Vista e no Itaim Bibi, foram interditados por comercializarem produtos sem procedência.
Justiça busca punição para os responsáveis
O combate a esse mercado paralelo segue intenso, com investigações que cruzam cidades paulistas. Em um desdobramento recente, a 16ª Promotoria de Justiça Criminal de Guarulhos denunciou dois homens pela venda de bebidas adulteradas que causaram danos irreversíveis, como a perda permanente da visão de uma vítima.
Os acusados podem responder por falsificação de produto destinado ao consumo, sendo que um deles também foi denunciado por lesão corporal. O caso reforça o alerta para que os consumidores verifiquem sempre a procedência de suas bebidas antes do consumo, evitando riscos graves à saúde.
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Fonte: Metrópoles.
