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Produção brasileira de ovos deve crescer 5% em 2026 mesmo com desafios de consumo e mercado interno sob alerta

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O Dia Mundial do Ovo, celebrado nesta sexta-feira, 9 de outubro, traz à tona um cenário de cautela e planejamento para os produtores nacionais. O país, que se consolidou como uma potência mundial no setor, lida agora com a necessidade de ajustar o ritmo de crescimento para evitar excedentes no mercado.

A produção brasileira tem demonstrado resiliência, mesmo diante de um mercado que apresenta sinais de retração. O setor avícola segue atento aos movimentos de oferta e demanda, garantindo que o abastecimento ocorra de forma equilibrada em todas as regiões do Brasil.

Conforme informações divulgadas pelo Instituto Ovo Brasil, o país vive um momento de transição, onde a busca pela eficiência produtiva é fundamental para sustentar o crescimento de 5% projetado para o próximo ano.

O avanço do consumo e a força da proteína

Nos últimos 17 anos, o hábito alimentar dos brasileiros mudou drasticamente. O consumo saltou de 120 unidades por ano para pouco mais de 300 unidades per capita, um crescimento impulsionado pela versatilidade e pelo valor nutricional do ovo.

Edival Veras, presidente do Instituto de Ovos Brasil, destaca que a proteína tornou-se um item essencial na dieta nacional. Fatores como a praticidade no preparo e a acessibilidade nos pontos de venda mantêm o produto em destaque nas mesas de milhões de famílias.

Além disso, o executivo aponta que tendências de saúde, como o uso de canetas emagrecedoras, têm incentivado o aumento do consumo de proteínas de alta qualidade, beneficiando diretamente o setor de ovos em todo o território nacional.

Brasil entre os gigantes da produção mundial

Hoje, o Brasil ocupa a quarta posição entre os maiores produtores mundiais, com uma marca impressionante de 56 bilhões de ovos por ano. O estado de São Paulo permanece na liderança, seguido por Minas Gerais, Espírito Santo e Pernambuco.

Para manter essa posição de destaque, o setor tem investido pesado em tecnologia e automação. O uso de novas ferramentas nas granjas tem sido a solução encontrada para mitigar a escassez de mão de obra, que é um desafio crescente com a migração para as cidades.

A qualificação da força de trabalho também é uma prioridade, permitindo que as granjas operem com maior precisão e responsabilidade, atendendo à demanda sem gerar desperdícios ou faltas no mercado interno.

Exportações e a segurança sanitária

Embora o foco principal continue sendo o mercado interno, as exportações ganham gradualmente mais espaço. O Brasil se beneficia de um status sanitário privilegiado, mantendo-se livre da gripe aviária, o que atrai compradores internacionais interessados na qualidade do produto brasileiro.

Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal, a ABPA, indicam que, no acumulado de janeiro a setembro, as exportações atingiram 22,669 mil toneladas. Apesar da retração em volume e receita comparada ao ano anterior, o setor vê o mercado externo como um pilar de crescimento futuro.

A meta é ampliar a participação das vendas externas, que hoje representam uma pequena fatia da produção total, para cerca de 2%. O objetivo é diversificar as parcerias comerciais sem comprometer o abastecimento das famílias brasileiras.

O futuro e o potencial de crescimento

Para 2027, as perspectivas continuam positivas. A Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo de dois ovos por dia, enquanto a média brasileira ainda está próxima de um por dia, o que sinaliza um vasto campo para expansão do mercado.

O setor avícola segue otimista, apostando na educação nutricional e na manutenção dos preços acessíveis. Com responsabilidade produtiva e inovação tecnológica, o Brasil se prepara para continuar crescendo e levando uma das proteínas mais completas do mundo para a população.

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Fonte: CNN/Brasil.

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