Mais um episódio da política brasileira repercute na imprensa, a bola da vez agora é o Senado Federal que começa a ganhar contornos decisivos para o início de 2025. O senador Rogério Marinho, do PL, desponta como a principal voz da oposição na busca pela presidência da Casa.
Em uma jogada estratégica, Marinho anunciou que vai defender o voto aberto na escolha da nova mesa diretora. A intenção é impedir que parlamentares da direita mudem de lado durante o pleito sigiloso.
A movimentação ocorre conforme informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, que detalhou os planos de Marinho para enfrentar a candidatura de Davi Alcolumbre, atual força dominante no Senado.
A força do PL e o desafio contra Alcolumbre
A candidatura de Marinho ganhou fôlego com o desempenho expressivo do PL nas últimas eleições. O partido conquistou 19 assentos, consolidando uma bancada de 29 parlamentares, uma das maiores da história democrática brasileira.
Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, aposta nessa robustez para confrontar a reeleição de Davi Alcolumbre, do União Brasil. O senador do Amapá tem articulado apoio no centro para garantir a permanência no cargo.
O embate sobre a postura do STF
A gestão de Alcolumbre é alvo frequente de críticas por parte da direita. O principal ponto de atrito é a percepção de que o atual presidente da Casa promove uma blindagem aos ministros do Supremo Tribunal Federal, os quais são alvos de diversos pedidos de impeachment.
Segundo Marinho, é difícil justificar em público o voto no Alcolumbre. Com o voto aberto, o parlamentar pretende expor quais senadores eleitos sob a bandeira de combate aos excessos do STF manterão coerência com seus discursos de campanha.
A matemática dos votos e a divisão partidária
Para alcançar a presidência, o candidato precisa de 41 votos entre os 81 senadores. Marinho busca somar os votos do PL com siglas da direita e centro-direita, mas enfrenta desafios dentro de federações como a do União Brasil e PP.
Embora a direção do grupo tenha declarado apoio a Alcolumbre, existem dissidências internas. Além disso, a senadora Tereza Cristina, do PP, surge como uma possível concorrente, o que pode fragmentar ainda mais o tabuleiro político antes da votação oficial.
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Fonte: Valor

