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Fisco PE ocupará sede da Sefaz no dia 23 de abril e paralisará as atividades todas as quintas-feiras

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Paralisação das atividades todas as quintas-feiras e ocupação do edifício sede da Secretaria da Fazenda (Sefaz), na rua do Imperador, com realização de Assembleia Geral Extraordinária (AGE), no dia 23 de abril. Essas foram duas das principais decisões tomadas pelo Sindifisco-PE durante a AGE Permanente que aconteceu nesta terça-feira (14). O encontro foi realizado em mais um dia de paralisação dos auditores fiscais e julgadores administrativo-tributários do estado.

Além disso, a categoria decidiu ainda incorporar um terceiro pleito à pauta do movimento: o resgate da participação da classe nos Programas Especiais de Recuperação de Créditos Tributários (PERCs). Os atos representam um endurecimento da postura da classe diante do silêncio do Governo Raquel Lyra em relação ao movimento do Fisco de PE pela devolução da paridade e a revisão do teto constitucional. “Nós estamos pedindo pouco. Queremos apenas direitos que eram nossos e foram retirados pela atual gestão. E já comprovamos que isso não representa nenhum custo adicional aos cofres do estado”, explica Nilo Otaviano, presidente do Sindifisco.

Entenda – Desde janeiro o Sindifisco tenta estabelecer um diálogo com o governo para tratar de reivindicações consideradas estruturais para a carreira e para o funcionamento da administração fazendária do Estado. O Sindicato já comprovou, durante reunião com o chefe da Casa Civil, Túlio Vilaça, que as medidas para atender aos pleitos da classe não geram impacto na conta única do Tesouro e podem ser implementadas administrativamente.

Além da paralisação realizada nesta terça, nas duas últimas semanas do mês de março, a Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz) já havia parado seus trabalhos por quatro dias em uma tentativa de alertar o Governo Raquel Lyra para a necessidade de construção de um diálogo com a classe. O Sindicato também enviou, na semana passada, ofícios solicitando audiências com o secretário da Fazenda e a governadora Raquel Lyra, mas não obteve resposta.

“A insistência da governadora Raquel Lyra em ignorar os pleitos da categoria e manter uma postura irresponsável de silêncio, levou-nos a crer que o embate é parte de uma disputa mais ampla sobre o papel da Secretaria da Fazenda na estrutura do governo estadual. A mobilização também busca reposicionar a pasta como um dos eixos centrais da administração estadual”, destaca Nilo.

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