O vereador Gilmar Santos (PT) que é pré-candidato a deputado estadual por Pernambuco, soltou uma nota pública bem pesada, na madrugada desta quinta, 7/5, contra a base do prefeito Simão Durando (União Brasil), segundo ele o motivo é sério.
O parlamentar diz que toda polêmica começou com umas audiências públicas que aconteceram agora em abril em bairros da periferia, como o Jardim Petrópolis e o Vila Verde. Petrolinenses queriam discutir o básico: esgoto correndo na rua, falta de asfalto e problemas de drenagem. Só que, segundo Gilmar, mesmo com os encontros aprovados pela Câmara, a prefeitura simplesmente não mandou ninguém. Os vereadores que apoiam o prefeito também não apareceram, deixando o Gilmar e a comunidade falando sozinhos na maioria das vezes.
Mas o que realmente gerou a revolta, nas palavras do petista, foi o que veio depois. Em vez de tentarem resolver a ausência, os vereadores da base do governo assinaram um requerimento (o número 0218/2026) para suspender qualquer nova audiência pública até passarem as eleições.
Para ele, na prática, isso trava discussões fundamentais para a cidade. Temas como a tarifa zero no ônibus, o déficit de 30 mil moradias, a falta de água no interior e até direitos de pessoas com diabetes vão ficar na gaveta. 19 vereadores assinaram esse documento para, como diz o Gilmar, “calar a voz da população” justamente no momento em que os problemas deveriam ser debatidos.
O petista está chamando isso de uma prática autoritária e “coronelista”. Para ele, é uma estratégia clara de enfraquecer o diálogo com quem mora nas áreas mais pobres, onde os problemas de infraestrutura são mais críticos. Ele está pedindo que a população se organize e não aceite esse tipo de bloqueio, porque, no fim das contas, quem sai perdendo é o morador que continua convivendo com o esgoto na porta enquanto a discussão política é adiada por conveniência eleitoral.
Assinam o requerimento para impedir as audiências públicas e calar a voz da população, os vereadores: Gilberto Melo (União), Manoel da Acosap (União), Maria Elena de Alencar (União), Rogério Passos (União), Rosarinha Coelho (União), Diogo Hoffmann (União), Capitão Alencar (PP), Aero Cruz (PDT), Wenderson Batista (PDT), Wanderley Alves (PDT), Zenildo do Alto do Cocar (PDT), Josivaldo Barros (Republicanos), Marquinhos Amorim (Republicanos), Ronaldo Cancão (Republicanos), Cláudia Ferreira (DC), Roberto da Gráfica (DC), Gabriel Menezes (PSD), Júnior Gás (Avante) e Gaturiano Cigano (PV).
“Não podemos permitir a continuidade de práticas políticas autoritárias, coronelistas, que enfraquecem a força do povo, aprofundam desigualdades, mantêm injustiças e atrasam o desenvolvimento social de Petrolina. Então, pedimos à população que use o seu poder enquanto maioria, organizada e mude as coisas como estão”, declarou em nota, o vereador Gilmar Santos.
Nesta quinta-feira, 7, é dia de sessão plenária, a reportagem vai tentar uma resposta junto a assessoria de imprensa da Casa Plinio Amorim.
Da Redação, com informações da assessoria de imprensa do vereador Gilmar.

