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De R$ 443 na poupança a mansão de R$ 8 milhões: entenda a polêmica envolvendo o prefeito de Petrolina, Simão Durando

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A vida pública do prefeito de Petrolina, Simão Durando, tornou-se alvo de intensos questionamentos após a revelação de sua mudança para uma residência de alto padrão. O imóvel, avaliado em cerca de R$ 8 milhões, não consta na declaração oficial apresentada pelo político à Justiça Eleitoral durante o pleito de 2024. As informações são do Blog do Ricardo Antunes.

Segundo a reportagem – As suspeitas ganharam força após um vídeo publicado nas redes sociais de uma transportadora, que registrou o transporte de móveis do prefeito para o novo endereço. A situação coloca em xeque a coerência entre os rendimentos declarados e o estilo de vida que a mansão de Simão sugere ostentar.

Conforme informações divulgadas pelo Portal do Ricardo Antunes, a disparidade entre o patrimônio oficial e a realidade da nova moradia exige esclarecimentos urgentes, visto que o gestor declarou possuir pouco mais de R$ 889 mil em bens no ano de 2024.

O salto patrimonial e a declaração de bens

Ao analisar o histórico financeiro, a evolução chama a atenção. Em 2020, ao concorrer como vice-prefeito, Simão Durando declarou possuir uma casa financiada de R$ 300 mil e um veículo de R$ 118 mil. Quatro anos depois, o valor mais que dobrou, mas ainda permanece muito distante do valor de mercado da atual residência.

A declaração de 2024 inclui dois imóveis, um terreno, um carro de luxo e a curiosa quantia de R$ 443,24 em conta poupança. Esse contraste entre os valores declarados e o custo da mansão de Simão tem sido o principal combustível para a desconfiança da opinião pública local.

Contradições sobre a ocupação do imóvel

Diante da repercussão, a defesa do prefeito alega que o imóvel é objeto de um contrato de locação. No entanto, o antigo proprietário, embora confirme a estadia, não apresentou documentos, recibos ou o valor mensal do aluguel, o que intensifica a opacidade sobre o caso.

Considerando que o salário de um prefeito é de aproximadamente R$ 25 mil, especialistas apontam que o custo de manutenção da mansão de Simão, seja por compra ou aluguel, é incompatível com a renda declarada. O mercado imobiliário estima aluguéis para imóveis desse padrão entre R$ 20 mil e R$ 30 mil.

Histórico político e polêmicas anteriores

Além da questão patrimonial, o prefeito de Petrolina também enfrentou outros momentos de tensão em sua gestão. Simão Durando foi um dos alvos da Operação Vassalos, tendo o seu afastamento do cargo solicitado pela Polícia Federal, embora o pedido tenha sido negado pelo ministro Flavio Dino.

Aliado do ex-prefeito Miguel Coelho, o gestor agora enfrenta o desafio de explicar à população como a mansão de Simão se encaixa em seu orçamento. Enquanto o caso não é esclarecido com documentos oficiais, a polêmica segue sendo um dos assuntos mais comentados na política do Sertão pernambucano.

Esta matéria foi publicada primeiro no Blog Ricardo Antunes.

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