InícioMundoMinistro de Israel causa polêmica ao sugerir execução de até 40 pessoas...

Ministro de Israel causa polêmica ao sugerir execução de até 40 pessoas por noite na Faixa de Gaza em entrevista recente

Autor

Data

Categoria

O cenário político em Israel ganha novos capítulos de tensão após declarações contundentes feitas pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir. Em uma participação recente em um podcast, o político defendeu abertamente a intensificação das operações militares na Faixa de Gaza.

As falas do ministro, que integra a ala mais conservadora do governo, surgem em um momento em que a frequência dos ataques israelenses na região tem registrado uma redução. A posição de Ben-Gvir marca uma divergência clara em relação às diretrizes seguidas pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

A repercussão das declarações foi imediata, conforme informações divulgadas pelo portal Metrópoles, que detalhou os pontos centrais da entrevista concedida ao ex-refém israelense Rom Braslavski neste domingo.

A proposta de assassinatos direcionados

Durante a entrevista, Ben-Gvir defendeu a realização de assassinatos direcionados como estratégia principal. Segundo o ministro, Israel deveria atingir entre 30 e 40 pessoas a cada noite na Faixa de Gaza, argumentando que a atual redução nas operações não seria o caminho ideal.

O ministro enfatizou que a medida não deveria ser restrita apenas a indivíduos que representem uma ameaça imediata. Em um ponto de extrema controvérsia, Ben-Gvir chegou a declarar que existem pessoas no território palestino que, na visão dele, não deveriam viver, utilizando termos que desumanizam os habitantes locais.

Influência política e limitações do cargo

É importante destacar que, embora ocupe o cargo de ministro da Segurança Nacional, Ben-Gvir não possui comando direto sobre as Forças Armadas israelenses. Suas responsabilidades ministeriais estão concentradas na gestão da polícia e do sistema penitenciário do país.

Apesar da falta de autoridade para determinar operações militares, o ministro é uma das vozes mais influentes do partido Otzma Yehudit. Sua retórica reflete a pressão exercida pela ala mais à direita da coalizão governista sobre a estratégia de segurança adotada por Netanyahu.

Planos para o futuro da região

Além da proposta de ataques intensificados, Ben-Gvir aproveitou o espaço para reiterar sua visão sobre o futuro da Faixa de Gaza. O ministro voltou a defender a saída em massa dos palestinos da região, um conceito que ele denomina como uma forma de emigração voluntária.

O político também defendeu a retomada dos assentamentos israelenses em Gaza. Para ele, toda a região pertence a Israel, sendo essa uma pauta que ele tem sustentado publicamente, reforçando seu compromisso com a ocupação total do território palestino.

Postagens Mais Vistas