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Dia Mundial do Coração: como cuidar da saúde cardiovascular

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É comum associar doenças do coração ao envelhecimento. No entanto, cuidar da saúde cardiovascular não é uma preocupação que deve começar apenas depois de determinada idade.

Pressão alta, colesterol elevado, sedentarismo, tabagismo e outros fatores de risco podem se desenvolver ao longo dos anos, muitas vezes sem provocar sinais evidentes no início.

Por isso, a prevenção envolve escolhas feitas diariamente, desde uma alimentação equilibrada e a prática regular de atividade física até consultas médicas e acompanhamento de indicadores como pressão arterial, colesterol e glicemia.

Também é importante conhecer os sinais que podem indicar alterações cardiovasculares, já que alguns deles são facilmente confundidos com cansaço, estresse ou problemas menos graves.

Celebrado em 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração funciona como um convite para olhar para esses cuidados antes que uma emergência aconteça. A atenção ao coração deve acompanhar todas as fases da vida.

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A importância da data

Criado para ampliar a conscientização sobre as doenças cardiovasculares e suas formas de prevenção, o Dia Mundial do Coração mobiliza instituições de saúde em diferentes países.

Em 2026, a World Heart Federation reforça uma mensagem especialmente relevante: algumas doenças cardíacas podem passar despercebidas por bastante tempo.

A data também ajuda a lembrar que cuidar do coração não depende de uma única atitude. A prevenção envolve a combinação de hábitos saudáveis, conhecimento sobre fatores de risco, acompanhamento profissional e acesso ao diagnóstico e ao tratamento quando necessários.

Principal causa de mortes

As doenças cardiovasculares permanecem como a principal causa de morte no mundo. Segundo a World Heart Federation, elas provocam mais de 20 milhões de mortes anualmente e incluem diferentes condições que afetam o coração e os vasos sanguíneos, como infarto, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca.

No Brasil, o impacto também é expressivo. Dados do World Heart Observatory apontam 388.908 mortes associadas às doenças cardiovasculares em 2024. Esses números ajudam a dimensionar por que prevenção, diagnóstico e tratamento continuam sendo questões centrais de saúde pública.

Atenção aos sintomas

Um dos desafios das doenças cardiovasculares é que nem todas apresentam sinais claros desde o início. Além disso, algumas manifestações podem ser confundidas com ansiedade, problemas respiratórios, cansaço relacionado à rotina ou outras condições.

Ter um desses sintomas isoladamente não significa necessariamente apresentar uma doença do coração. Porém, sinais persistentes, recorrentes ou de início repentino precisam ser avaliados por profissionais de saúde, especialmente quando há fatores de risco associados.

Quais sinais merecem atenção?

Entre os sintomas que podem estar relacionados a problemas cardiovasculares estão:

  • dor, desconforto ou sensação de pressão no peito;
  • cansaço sem uma explicação aparente;
  • palpitações ou percepção de batimentos irregulares;
  • falta de ar ou fadiga em repouso ou durante esforços leves;
  • inchaço nas pernas, tornozelos ou pés;
  • tonturas;
  • episódios de desmaio.

A intensidade e a combinação dos sintomas variam conforme a condição. Dor ou pressão intensa no peito, falta de ar súbita, desmaio ou outros sinais de uma possível emergência exigem avaliação imediata.

Cuidado em todas as idades

Embora a idade seja um dos fatores associados ao risco cardiovascular, pessoas jovens também podem desenvolver alterações no coração e nos vasos sanguíneos. Há ainda fatores que começam a se estabelecer precocemente e produzem consequências somente anos depois.

É por isso que a prevenção não deve ser entendida como uma resposta ao envelhecimento. Crianças, adolescentes e adultos se beneficiam da construção de hábitos saudáveis, enquanto pessoas com histórico familiar ou condições como hipertensão e diabetes podem precisar de acompanhamento mais específico.

Quais são as principais causas e fatores de risco?

As doenças cardiovasculares não costumam ter uma única origem. Elas resultam da interação entre características individuais, histórico familiar, condições de saúde e hábitos de vida.

Hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada e exposição ao tabaco estão entre os fatores associados ao aumento do risco.

A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo também chama atenção para o estresse excessivo como um fator que merece cuidado.

Alguns fatores, como idade e predisposição genética, não podem ser modificados. Outros, porém, podem ser acompanhados e controlados com mudanças de hábitos e, quando necessário, tratamento indicado por profissionais de saúde.

Precauções e cuidados

A prevenção cardiovascular não depende de medidas extraordinárias. Na maior parte das vezes, ela começa na rotina e na capacidade de manter hábitos saudáveis de maneira consistente.

Isso não significa buscar uma rotina perfeita, mas compreender quais comportamentos podem ser ajustados e acompanhar fatores que nem sempre produzem sintomas perceptíveis, como hipertensão e colesterol alto.

Alimentação equilibrada

Uma alimentação variada, com presença de frutas, vegetais, legumes, grãos integrais e outras fontes de nutrientes, contribui para a saúde cardiovascular. Também é importante moderar o consumo de alimentos ricos em sódio, açúcar, gorduras saturadas e produtos ultraprocessados.

As necessidades alimentares variam de pessoa para pessoa. Por isso, diante de condições de saúde específicas, a orientação individualizada pode ajudar a estabelecer mudanças adequadas à rotina.

Prática de exercícios físicos

Manter o corpo em movimento ajuda no controle do peso, da pressão arterial e de outros fatores relacionados ao risco cardiovascular. A SOCESP destaca a atividade física regular entre as principais medidas de prevenção e aponta o sedentarismo como fator associado à hipertensão, obesidade, diabetes e colesterol elevado.

A modalidade e a intensidade do exercício devem respeitar idade, condição física e histórico de saúde. Pessoas com doenças diagnosticadas, sintomas durante esforços ou longos períodos de inatividade podem precisar de avaliação antes de iniciar atividades mais intensas.

Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool

O tabagismo está diretamente associado ao aumento do risco cardiovascular. A exposição à nicotina e a outras substâncias presentes no cigarro prejudica os vasos sanguíneos e está relacionada a diferentes doenças do sistema circulatório.

Também é importante evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Mais do que buscar soluções isoladas, a proteção do coração depende de um conjunto de hábitos mantidos ao longo do tempo.

Monitoramento da saúde

Pressão arterial elevada e alterações no colesterol ou na glicemia podem permanecer silenciosas. Por isso, consultas médicas e exames indicados de acordo com idade, sintomas e histórico individual são fundamentais para identificar fatores de risco e investigar possíveis alterações.

Quando exames de imagem fazem parte dessa investigação, a tecnologia também pode ajudar a organizar o acesso à análise especializada.

A Telelaudo, por exemplo, utiliza a telerradiologia para permitir que imagens realizadas em hospitais e clínicas sejam avaliadas a distância por médicos radiologistas.

A empresa informa oferecer laudos para modalidades como tomografia, ressonância magnética e raios-X, inclusive em demandas de urgência, contribuindo para agilizar o fluxo entre a realização do exame, sua interpretação e a continuidade da avaliação médica.

No Dia Mundial do Coração, a principal mensagem permanece válida para todo o ano: a prevenção não começa quando surge um problema.

Alimentação, atividade física, abandono do tabagismo e acompanhamento profissional formam uma rede de cuidados que ajuda a identificar riscos mais cedo e a proteger a saúde cardiovascular durante todas as fases da vida.

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