Uma professora da rede municipal de ensino de Casa Nova, no norte da Bahia, afirma estar enfrentando o que considera uma situação de humilhação e perseguição política dentro do ambiente escolar. A denúncia foi encaminhada à imprensa nesta sexta-feira (2).
Com mais de 20 anos de atuação na educação do município, a professora Sirleide Ribeiro atualmente leciona no Colégio Municipal Júlia Borges. Segundo ela, a situação estaria relacionada, entre outras questões, à tentativa de conseguir a redução da jornada de trabalho para acompanhar o filho, que é autista e necessita de acompanhamento especializado.
A educadora afirma que o filho também possui diagnóstico de TDAH e precisa realizar terapias e consultas médicas previamente agendadas. Por esse motivo, ela diz que vem buscando junto à Secretaria Municipal de Educação a garantia do horário reduzido previsto na Lei Municipal nº 493/2025, para que possa acompanhar o filho durante os tratamentos.
Em um vídeo enviado à redação, Sirleide relata ainda situações que classifica como humilhação e afirma estar sofrendo perseguição por parte da direção do Colégio Municipal Júlia Borges. Segundo a professora, a diretora da unidade, identificada por ela como Meire, estaria envolvida nas situações relatadas.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Casa Nova, que encaminhou uma nota de esclarecimento sobre o caso.
Segundo a Prefeitura, a matéria divulgada inicialmente não apresentaria todas as informações necessárias para uma análise completa da situação. O município afirma que a Lei Municipal nº 493/2025, instituída pela atual gestão, estabelece direitos relacionados à proteção das pessoas com TEA e de seus responsáveis, incluindo a possibilidade de horário especial ou redução da jornada, desde que sejam observados os critérios previstos na legislação.
Ainda de acordo com a nota, a servidora deve procurar a Secretaria Municipal de Educação e apresentar a documentação necessária para que sejam verificados os requisitos previstos na lei e adotadas as providências cabíveis.
A Prefeitura também afirma que os casos são tratados com respeito, responsabilidade e observância da legislação, “sem qualquer distinção de natureza política”.
Na nota enviada à reportagem, a Prefeitura não apresenta informações específicas sobre as acusações de humilhação e perseguição atribuídas pela professora à direção do Colégio Municipal Júlia Borges.
Confira no vídeo o relato completo da professora.
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Veja abaixo íntegra da nota da Prefeitura de Casa Nova :
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Prefeitura Municipal de Casa Nova esclarece que a matéria divulgada não apresenta todas as informações necessárias para uma análise completa da situação. A Lei Municipal nº 493/2025, instituída pela atual gestão, estabelece direitos relacionados à proteção das pessoas com TEA e de seus responsáveis, incluindo a possibilidade de horário especial ou redução da jornada, observados os critérios legais.
Dessa forma, a servidora deve procurar a Secretaria Municipal de Educação e apresentar a documentação pertinente, para que sejam verificados todos os requisitos previstos na legislação e adotadas as providências cabíveis.
A Prefeitura reforça que todos os casos são tratados com respeito, responsabilidade e observância da legislação, sem qualquer distinção de natureza política.
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Da Redação do JBrito Notícias.
