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Caso Master trava no STF: Fachin retém processos e isola relator enquanto investigações sobre supostas fraudes financeiras sofrem paralisação total

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O cenário jurídico no Supremo Tribunal Federal vive um momento de tensão, pois a centralização dos processos relativos ao caso Master, determinada pelo ministro Edson Fachin, paralisou diversas frentes de apuração. Desde o dia 12 de setembro de 2026, os autos estão sob custódia da presidência da Corte.

Essa medida impactou diretamente o trabalho da Polícia Federal, interrompendo pedidos de liberdade e diligências essenciais para o esclarecimento de supostas fraudes financeiras. O impasse é agravado pelo fato de que o relator original, o ministro André Mendonça, permanece formalmente no posto, mas está sem acesso aos documentos.

Conforme informações divulgadas pela equipe de reportagem da Gazeta do Povo, a retenção dos processos criou um vácuo administrativo que impede o avanço de medidas urgentes solicitadas pelas defesas e pela autoridade policial.

Crise interna e o reflexo nos vazamentos de dados

A decisão de Fachin de recolher os autos para o seu gabinete ocorreu após uma crise interna, motivada pela divulgação de relatórios da Polícia Federal que citavam contatos entre o investigado Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Esse evento gerou um desgaste institucional significativo dentro do tribunal.

O vazamento de informações extraídas de dispositivos eletrônicos, especificamente do celular de Vorcaro, trouxe à tona os nomes de pelo menos seis ministros do STF. Além de Moraes e Mendonça, a lista de citados inclui Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques.

A situação de André Mendonça e o futuro do caso

Embora continue como o relator oficial, André Mendonça está impedido de atuar na prática, já que não possui os instrumentos necessários para despachar sobre as solicitações da Polícia Federal. Existe uma forte expectativa de que o caso Master seja redistribuído para outro ministro ainda em novembro.

Essa mudança encerraria a participação de Mendonça na condução das apurações sobre as supostas práticas de corrupção e crimes financeiros. Enquanto isso, a presidência do STF aguarda manifestações da Procuradoria-Geral da República para decidir sobre pedidos urgentes dos investigados.

Próximos passos e a expectativa pelo plenário

O avanço das investigações agora depende da entrega de novos relatórios individualizados pela Polícia Federal. O ministro Fachin solicitou que a corporação não omita nomes, visando fornecer subsídios para que o tribunal decida sobre a abertura de apurações formais contra magistrados envolvidos.

Além disso, o plenário aguarda a devolução de um pedido de vista do ministro Flávio Dino, previsto para dezembro. Essa decisão será fundamental para definir a validade das provas colhidas anteriormente, mantendo o caso Master em um ritmo lento até que o cenário jurídico se estabilize.

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Fonte: Valor.

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