O senador Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades técnicas para participar da votação da PEC da Segurança Pública enquanto está fora do Brasil.
O parlamentar, que se encontra nos Estados Unidos, tentou registrar sua presença na sessão desta terça-feira, dia 3 de novembro, mas não obteve sucesso. A tentativa de participar remotamente da votação da PEC da Segurança Pública acabou esbarrando em limitações do sistema digital da Casa.
A sessão, que ocorre de forma semipresencial, permitiria em tese a participação do senador à distância. No entanto, o processo exige protocolos de segurança rigorosos para garantir a autenticidade do voto dos parlamentares que não estão fisicamente no plenário.
Conforme informações divulgadas pela Coluna Igor Gadelha, o parlamentar não conseguiu efetivar sua conexão por falhas no cadastro do novo aparelho telefônico utilizado no exterior.
Problemas com o cadastro do celular
Para que um senador vote remotamente na PEC da Segurança Pública, é obrigatório que o aparelho celular esteja devidamente autorizado pelo sistema do Senado Federal. Flávio Bolsonaro, ao se mudar para os Estados Unidos na última semana, trocou de número e não realizou o procedimento necessário de habilitação.
Fontes da presidência do Senado confirmaram que o novo contato do senador não consta na base de dados habilitada para votações eletrônicas. Por motivos de segurança, a instituição exige que essa vinculação seja feita de forma presencial, o que obrigaria o parlamentar a retornar ao território brasileiro.
Ausência de pedido oficial na Mesa Diretora
Além dos entraves técnicos, a Mesa Diretora do Senado apontou uma questão burocrática importante. Até o final da tarde desta terça-feira, por volta das 18h, não havia sido registrado nenhum pedido oficial por parte do senador para viabilizar sua participação na votação.
A PEC da Segurança Pública é um tema central nas discussões legislativas atuais. A ausência de parlamentares em votações de grande relevância, como esta, acaba gerando debates sobre a eficácia dos sistemas de votação remota adotados pela Casa em momentos de crise ou ausência prolongada.
Segurança e normas para votação remota
O episódio destaca a rigidez das normas de segurança do Senado. A necessidade de presença física para habilitar novos dispositivos visa evitar fraudes e garantir que o voto seja, de fato, exercido pelo representante eleito, independentemente de onde ele esteja no mundo.
Até o momento, a situação permanece sem solução, deixando o senador impossibilitado de exercer seu direito de voto na PEC da Segurança Pública enquanto permanecer em solo americano, já que o sistema exige a presença física para a liberação do acesso ao aplicativo de votação.
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Fonte: Metrópoles.

