O desafio de ter sido escolhida na “força da amizade” a 1ª mulher eleita prefeita na história da Terra das Carrancas – Juazeiro da Bahia em 2020, está longe de ser um empecilho no cotidiano de Suzana Ramos (PSDB-BA), que administrará o município até dezembro de 2024.
Por outro lado, aos quatros cantos da cidade o que se comenta é de que nestes 22 dias a frente do Poder Executivo juazeirense, a gestão Tucana ainda não mostrou sinais da esperada construção de um governo democrático – do povo e para o povo, prometido em discurso na campanha e deixado de lado pelo seu antecessor Paulo Bomfim (PT), quando assumiu o poder em 2016, e que o fez amargar uma derrota nas urnas nas eleições de 2020..
Nesse ínterim, o leitor atento aos fatos poderá se perguntar o quê estaria faltando para Suzana acelerar e colocar Juazeiro nos trilhos do desenvolvimento? A resposta é simples: trabalho, envolvimento e mais participação popular.
Após 22 dias da nova gestão ainda não se viu uma reunião (nem que seja via online, para se evitar aglomeração), da prefeita com as lideranças comunitárias juazeirenses para que ela possa ouvir as principais demandas do povo e buscar alternativas de melhorias.
Já há quem arrisque a dizer, (mas, me recuso a acreditar), de que Suzana estaria fazendo uma gestão como uma laranja divida, entre a realidade e o imaginário, e segundo informações de bastidores, as decisões são tomadas somente com a permissão do vice-prefeito Leonardo Bandeira que parece que não desceu ainda do palanque das eleições 2020. Mas como diz o poeta Flávio José, na sua música – A Natureza das Coisas: ” Se Avexe não! pois, toda caminhada começa no primeiro passo”. Então, não vamos nos avexar nas críticas ao governo, por enquanto!

