Merendeiras contratadas para atuarem em escolas da rede estadual nas regiões do Sertão do São Francisco e Araripe tiveram os vencimentos do mês de março descontados referentes aos dias que foram obrigadas a pararem por decreto estadual devido à pandemia da Covid-19, com quarentena rígida, fechando as escolas entre meados de março e o começo de abril.
Segundo o presidente do Seamote, sindicato da categoria, João Soares, as merendeiras ficaram surpresas com o corte nos salários dos dias de lockdown decretado pela gestão estadual e cobram a devolução descontada de forma irregular.
“Foram descontados 13 dias dos salários delas de forma irregular”, denunciou o presidente do Siemaco.
A medida das empresas contratantes atingiu as merendeiras que atuam nas escolas das regionais de Petrolina, Salgueiro e Araripina.
“Fizemos uma notificação à empresa, demos ciência ao governo do estado para que tomassem conhecimento. Caso os pagamentos não sejam feitos no prazo que estabelecemos, iremos entrar com processo na justiça”, enfatizou Soares, acrescentando serem mais de 400 merendeiras prejudicadas com o corte nos salários delas.
ATRASOS
Outra queixa dos trabalhadores contratados por empresas que atuam prestando serviços para o governo estadual, são constantes atrasos salarias. “Alegam que não pagam em dia por receberem atrasados os repasses do governo estadual, mas as empresas têm que ter capacidade para servir ao estado e cobrir os atrasos do governo até conseguir. Já quando assumem o serviço, existe essa cláusula que É até três meses cobrindo os compromissos com os terceirizados. Elas devem ter essa capacidade para não prejudicar os trabalhadores contratados. Estamos atentos e também já encaminhamos documento para que a empresa cumpra o que está na lei”, destacou o presidente do Siemaco, João Soares.
(Com informações do Tribunna Nordeste)

