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Assessoramento técnico viabiliza comercialização de famílias agricultoras de Sento Sé

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Após três anos de Assessoramento Técnico Contínuo (ATC), fornecido pelo projeto Pró-Semiárido, da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), agricultoras e agricultores do município de Sento Sé celebram o aumento da produção e a comercialização de produto nos mercados locais. Em parceria com o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), o Pró-Semiárido implanta um conjunto de infraestruturas, a exemplo dos canteiros econômicos, ensaios forrageiros agroecológicos, galinheiros e cisternas que têm dado condições das famílias aumentarem a diversidade e a produtividade no seu agroecossistema.

Abóbora, aipim, acerola, banana-prata; batata-doce, coentro, farinha de mandioca e de tapioca; feijão-de-corda, limão, mamão; manga e pimentão estão entre os mais de 20 mil quilos de alimentos que as famílias agricultoras forneceram para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) emergencial do município. Fora seis entregas entre os meses de novembro de 2020 e maio de 2021, volume que garantiu um lucro de cerca de R$80 mil para as agricultoras e agricultores envolvidos diretamente com o projeto.

“Esta ação de comercialização está ligada a estes três pontos: a rede de agricultores que foi criada, o assessoramento técnico contínuo, mas, principalmente, à metodologia de trabalho do Pró-Semiárido, que a gente fez e prospectou, desde o plano de investimento, tendo as tecnologias como grandes mediadoras para aumentar a produção, tanto para a segurança alimentar das famílias quanto o excedente para comercialização. Isso gera tanto uma renda não monetária para a família como uma renda econômica que garante mais qualidade de vida”, esclareceu o técnico em desenvolvimento produtivo do Pró-Semiárido, Victor Leonam.

Neste sentido, a ação do projeto, que é executado CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), e o apoio da Rede Mulher, possibilita que as famílias assessoradas escoem o excedente da produção, seja na feira agroecológica ou em mercados institucionais, como o PAA e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

“Neste período de pandemia, a comercialização melhorou bastante porque tivemos onde vender nossos produtos. Eu comercializo na feira livre, aí, com o PAA, eu pude aumentar a plantação, investir em irrigação e pagar alguém para me ajudar. Essa venda foi muito proveitosa pra mim e minha família”, afirma a agricultora Maria José, que mora no Povoado de Pascoal, no município de Sento Sé.

Ainda sobre o acesso a mercados, Victor Leonam ressalta que, desde que o projeto começou a atuar nas comunidades, já se esperava esse bom resultado, em termos da melhoria da alimentação e da renda das famílias. “Nos planos de desenvolvimento e investimento a gente escreveu estratégias que previam que o excedente da produção, que seria viabilizado a partir do assessoramento continuado e das estruturas, após sanar a questão da insegurança alimentar, teria como destino a comercialização, tanto nos circuitos curtos de venda quanto nos mercados institucionais”, rememorou.

Texto: Jornalista Elka Macêdo

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