“A gente foi pra essa roça (no salitre) zona rural de Juazeiro colher pepinos e eles disseram que iam pagar por semana, já passou de 26 dias e até agora nada”. É com esta reclamação que a trabalhadora rural, Kelly Azevedo, cobra da empresa Frutal os 15 dias de serviço contratado e não pagos. Segundo Kelly, só no salitre foram 80 trabalhadoras que não receberam e mais 70 outras pessoas estão na mesma situação no município de Sobradinho, Bahia.
Jailma Santos, também trabalhou pela Frutal pelo período de 15 dias no Salitre, ela conta que a empresa prometeu que iria honrar com a palavra depositando o pagamento, mas o atraso consiste.
“Essa firma vive enrolando nós, fica dizendo que vai pagar hoje, vai pagar amanhã, e disseram que o pagamento sairia nesta segunda (9), mas não saiu. A gente foi catar pepinos e ficamos com um grande pepino na mão!”, observou Jailma.
Em resposta a redação do Jbritonotícias na tarde desta segunda-feira (9) o dono da empresa Frutal, Thiago Roca, pontuou a situação que está desgastando o nome da empresa. Segundo ela apesar de não haver assinatura de contratos com as trabalhadoras, a lavoura está vendida para um novo produtor da região que deve assumir os custos da produção, e os salários das referidas trabalhadoras
“Olha, duas coisas – a outra empresa já tomou a frente diante da situação e do transtorno que ocorreu. Outra coisa – pra nós, já está resolvido. Se me respeitar, prefiro não tocar nesse assunto. A parte que cabe a empresa será feita. Já foi marcado reunião e ficou definido que a empresa irá arcar com as despesas. Ninguém fez contrato nenhum comigo”, enumerou Thiago Roca, dono da empresa Frutal.
Da Redação do Jbrito Notícias

