Já passava das 22h do sábado, 25, quando uma multidão se aglomerava em fila quilométrica em frente aos portões do Pátio de Eventos Ana das Carrancas no KM2 em Petrolina. Enquanto o cantor de funk carioca e pop Pedro Sampaio, que não tinha Sanfona, Zabumba e Triângulo, animava o evento para dar lugar ao “Embaixador” Gustavo Lima, (cachê mais caro da festa junina da Terra dos Impossíveis), petrolinenses e turistas tiveram um momento frustrante, a organização da festa determinou o fechamento dos portões ressaltando que completou o público máximo no espaço reservado ao evento — 100 mil pessoas.
O episódio não agradou aos petrolinenses e tampouco aos turistas que reclamavam do espaço pequeno do novo local reservado pela prefeitura de Petrolina para realizar o São João do Vale.
“Eles (a prefeitura) já sabia que aqui (no KM2) não tinha espaço suficiente para atender toda massa forrozeira e por que insistiram em fazer a festa aqui, fui empurrada e por pouco não fui atingida com balas de efeito moral que a PM jogou no público. Esse São João é um dos piores que já vi em minha vida, Simãozinho”, reclamou Maria Carmem, que ainda perdeu o tênis no tumulto.
“E esse é o melhor São João do Brasil? Que vergonha para uma cidade com Petrolina, essa festa parece que só foi feita para os ricos, nós (o povo) fomos oprimidos e vivemos momentos de pânico neste sábado, a polícia estava fazendo o trabalho dela, mas a prefeitura deveria repensar uma festa que agradasse a todos”, alfinetou o forrozeiro Marcos Roberto.
Gusttavo Lima fez uma apresentação com portões fechados e muita gente saiu chateada com a frustração de não poder curtir a festa mais tradicional de Petrolina, que a cena vivida na porta do São João de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, neste sábado, 25, sirva de reflexão para os organizadores repensarem a festa para o próximo ano.
Nós reservamos espaço para a resposta do município.
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Da Redação do Jbrito

