A presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de Petrolina (STTAR) Lucilene Lima, a popular ‘Leninha’, está sendo acusada por ex-funcionárias por promover assedio moral no cotidiano de pessoas que trabalhavam no Sindicato.
Em entrevista nesta quarta (2 de junho), as ex-funcionárias Isabel Cristina Lima e Maria Elisabeth dos Santos, que trabalhavam com o auxiliar de limpeza do sindicato, afirmaram ao programa de rádio na Petrolina FM, que sofreram perseguição. Segundo elas, a perseguição teve início após reunião com quatro funcionárias do setor da limpeza. Na ocasião, Leninha teria solicitado que elas ficassem de ‘os olhos bem abertos’ ao que acontecesse na sede do STTAR na ausência da presidente, mas teve o pedido recusado.
“Eu disse para ela (Leninha), eu não concordo. Eu vim para cá para fazer a limpeza do sindicato e não para olhar a vida de ninguém’. Depois disso aí começou a perseguição. Ela colocava defeito em tudo”, afirmou Isabel.
Ela também cita um episódio em que estava limpando o chão do corredor do 1º andar e pediu que dois motoristas parassem de circular até que o serviço fosse concluído, mas foi surpreendida com a postura da dirigente.
Em outro ponto da entrevista a ex-funcionária contou que uma vez ao realizar o serviço de limpeza ouviu agressões verbais de um motorista do Sindicato:
“Ele gritou que eu estava lá para limpar o chão que eles pisavam. Eu era paga pra isso e não podia reclamar. Tenho testemunhas”, desabafou Isabel, acrescentando que sua saúde mental foi afetada com os sucessivos episódios.
Para Maria Elisabeth, a presidente Leninha gosta de perseguir funcionários no exercício do seu trabalho. “A presidente procurava qualquer coisinha no banheiro para eu fazer de novo. Ela colocou pessoas para me perseguir, para armar alguma coisa para poder me tirar do sindicato por justa causa”, informou.
A nossa reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do STTAR e aguarda respostas sobre as denúncias.

