A Faculdade UNINASSAU é uma das parceiras do projeto de implantação do método Wolbachia, no município de Petrolina-PE. O programa consiste na liberação de mosquitos Aedes Aegypti com a bactéria Wolbachia no meio ambiente para impedir que o vírus da Dengue, Zika e Chikungunya se desenvolvam no inseto. A técnica, que tem sido implementada por diversos países, inclusive o Brasil, tem apresentado bons resultados nas cidades que já receberam a intervenção.
O método é desenvolvido por meio do World Mosquito Program (WMP), que no Brasil é conduzido pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). A operação é dividida em três fases, com a primeira sendo a atividade de divulgação. Para isso foram capacitados agentes de endemias, professores e lideranças comunitárias. “Nosso primeiro objetivo é informar como o método funciona, para que todo mundo entenda o que a gente está fazendo e apoie a inciativa. Depois do engajamento das pessoas, a gente segue para as liberações dos mosquitos Aedes Aegypti com Wolbachia para eles cruzarem com os Aedes Aegypti do campo. Depois disso, a gente faz o monitoramento, no qual vamos capturar os mosquitos onde fizemos a liberação, para a gente entender se os “Wolbitos”, como a gente chama o Aedes Aegypti com Wolbachia, estão se estabelecendo nestas áreas”, explica a gerente do projeto em Petrolina, Érica Canavtsas.
O diretor da UNINASSAU Petrolina, Sérgio Murilo, exaltou o projeto e revelou a satisfação de ter a Instituição como apoiadora. “É um prazer enorme podermos apoiar um projeto tão importante como esse. Toda a equipe da UNINASSAU está empenhada em ajudar nesta etapa de divulgação e esclarecimentos sobre como essa intervenção será importante para Petrolina”, afirmou Sérgio.
Érica agradeceu a Instituição de Ensino Superior pelo apoio, ao tempo em que alertou a população para continuar atenta com as ações de prevenção. “Importante destacar que o método Wolbachia é complementar a todas as outras ações de combate de criadouros dos mosquitos que já são realizadas por cada um de nós em nossas casas e pelas ações que os agentes de endemias realizam. E, aproveitar para agradecer a UNINASSAU pela possibilidade da parceria, de abrir o espaço para gente falar sobre o método Wolbachia, discutir a importância dele, no combate às arboviroses em Petrolina e no Brasil”, concluiu.
Em Petrolina, as regiões a receberem a primeira fase de atividades são: João de Deus, Cosme e Damião, Jardim São Paulo, São Gonçalo, Antônio Cassimiro, Dom Avelar e na área do Pedra Linda e Novo Tempo. O projeto conta com recursos do Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria de Saúde de Pernambuco e Secretaria Municipal de Saúde de Petrolina.

