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Jornalistas reivindicam diploma obrigatório, combate à pejotização e criação de piso salarial nacional

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De 7 a 11 de abril de 2025, uma comitiva de jornalistas estará em Brasília para uma série de encontros com representantes dos Três Poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — com o objetivo de pautar temas urgentes e históricos da categoria. A mobilização, denominada “Ocupa Brasília na Semana do Jornalista”, busca apoio institucional para avançar em demandas que garantam valorização, dignidade profissional e respeito aos direitos trabalhistas dos profissionais da comunicação.

Entre os principais pontos de pauta está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 206/2012, que restabelece a exigência de diploma de curso superior em Jornalismo para o exercício da profissão. A proposta, que aguarda votação em plenário desde 2014, visa moralizar o acesso à atividade jornalística, combatendo a banalização da profissão e garantindo que apenas profissionais qualificados, com formação específica, possam atuar.

Outro tema central é o combate à pejotização no setor. Em diversas empresas de comunicação, jornalistas são contratados como pessoas jurídicas, apesar de atuarem sob as regras de um vínculo empregatício tradicional. Essa prática, considerada fraude trabalhista, já foi contestada na Justiça do Trabalho, mas decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) têm legitimado esse tipo de contratação, colocando em risco direitos fundamentais da categoria.

A comitiva também defenderá a retomada do debate sobre a criação de um Piso Salarial Nacional para os jornalistas. Atualmente, não há um valor mínimo estabelecido por lei para a remuneração da categoria, o que resulta em situações precárias, com profissionais recebendo salários muito baixos e sem benefícios básicos. O último projeto sobre o tema, o PL 2.960/2011, foi arquivado em 2019, e os jornalistas agora reivindicam que o Congresso Nacional retome a discussão.

Os jornalistas ainda levantam dois temas importantes que merecem debate nesta data: o combate à violência contra a imprensa – inclusive os assédios judiciais – cujos números são alarmantes no Brasil e a necessidade do financiamento do jornalismo. A Fenaj defende a criação de um fundo com a taxação das big techs, empresas que drenam recursos da publicidade e usam o trabalho jornalístico para se monetizarem sem pagar um centavo sequer a quem produz a notícia.

Com esta mobilização, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) espera sensibilizar parlamentares, ministros e gestores públicos sobre a importância estratégica do jornalismo profissional para a democracia e o direito à informação. A valorização dos jornalistas é, também, a valorização da cidadania.

*Mais informações:*

Samira de Castro – presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) – 85 998559510

Moacy Neves – presidente do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba) – 71 991327502

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