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Dólar mais baixo reacende planos de brasileiros para morar e investir nos Estados Unidos

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Queda da moeda americana reduz custos de projetos migratórios, destrava investimentos e acelera decisões de famílias e empresários que aguardavam o momento certo para internacionalizar patrimônio e carreira

A recente queda do dólar frente ao real voltou a movimentar um projeto que muitos brasileiros haviam colocado em espera: morar, empreender ou investir legalmente nos Estados Unidos. Depois de anos marcados por câmbio elevado e insegurança econômica, famílias e empresários passaram a enxergar novamente viabilidade financeira para tirar planos internacionais do papel.

Segundo Murtaz Navsariwala, advogado especializado em imigração, o movimento já começou a aparecer na prática, com aumento nas consultas de brasileiros que aguardavam um cenário mais favorável para avançar com processos migratórios e investimentos no exterior.

“Muita gente passou os últimos anos esperando o dólar baixar para conseguir estruturar o projeto dos Estados Unidos. Agora, essa conta começou a fechar para muitas famílias e investidores”, afirma.

O impacto vai muito além do turismo ou do consumo. Na avaliação do advogado, a desvalorização da moeda americana reduz diretamente o custo de abertura de empresas, investimentos internacionais, estruturação patrimonial e processos ligados à imigração legal.

Em alguns casos, a diferença representa centenas de milhares de reais.

Projetos que estavam parados começam a sair do papel

De acordo com Murtaz, um dos principais efeitos do novo cenário cambial é a retomada de projetos que haviam sido interrompidos durante os períodos de dólar mais alto. “Muitos brasileiros já tinham planejamento, patrimônio organizado e intenção de migrar, mas aguardavam uma condição econômica mais equilibrada para avançar. O que vemos agora é justamente essa demanda reprimida voltando ao mercado”, explica.

O movimento envolve empresários interessados em expandir operações para os Estados Unidos, investidores em busca de dolarização patrimonial, profissionais qualificados que desejam ampliar oportunidades internacionais e famílias interessadas em mobilidade global, segurança e qualidade de vida.

Além disso, o momento também favorece quem ainda estava apenas começando a considerar a mudança.

“Quando o dólar sobe muito, o projeto internacional deixa de ser prioridade para muita gente. Com o câmbio mais controlado, o planejamento volta a parecer possível”, diz.

Vistos para investidores e empresários lideram interesse

Entre as categorias mais procuradas estão os vistos ligados a negócios, investimentos e expansão empresarial.

O EB-5, voltado para investidores estrangeiros, voltou ao radar de brasileiros de alto patrimônio interessados na possibilidade de residência permanente nos Estados Unidos por meio de investimentos que gerem empregos.

Já o visto E-2 tem atraído empresários com dupla cidadania elegível que desejam abrir ou comprar empresas em território americano.

Outro caminho bastante procurado é o L-1, utilizado por empresários e executivos que pretendem expandir operações para os EUA através da abertura de filiais ou subsidiárias.

Segundo o advogado, o interesse também cresce entre profissionais altamente qualificados que buscam alternativas migratórias estratégicas, como o EB-2 NIW. “Muita gente ainda acredita que imigrar legalmente para os Estados Unidos depende apenas de investimentos milionários, mas existem caminhos migratórios diferentes para empresários, investidores e profissionais qualificados. O mais importante é entender qual estratégia faz sentido para cada perfil”, afirma.

Câmbio favorável ajuda – mas não substitui planejamento

Apesar do cenário positivo, o advogado alerta que o dólar mais baixo não elimina a necessidade de planejamento jurídico e financeiro. “O erro mais comum é tomar decisões emocionais motivadas apenas pelo câmbio. A oportunidade existe, mas precisa vir acompanhada de estrutura jurídica, organização patrimonial e estratégia migratória”, explica.

Segundo ele, antes de qualquer decisão, é fundamental analisar o perfil familiar, a capacidade financeira, o histórico empresarial, os objetivos de longo prazo, a tributação envolvida, a origem dos recursos e o tipo de visto mais adequado para cada projeto.

“Migrar legalmente para os Estados Unidos não é apenas uma mudança de país. É uma decisão patrimonial, empresarial e familiar. Os projetos mais bem-sucedidos são aqueles construídos com planejamento”, ressalta.

Setores como tecnologia, serviços, franquias, logística, construção civil e mercado imobiliário continuam entre os mais procurados por brasileiros interessados em empreender nos EUA.

Janela pode ser estratégica — mas cenário exige atenção

Embora o momento seja considerado favorável, é importante lembrar que o mercado cambial pode mudar rapidamente, influenciado por fatores políticos e econômicos internacionais.

Para Murtaz, isso faz com que o atual cenário represente uma janela estratégica para quem já vinha se preparando. “O dólar pode não permanecer nesse patamar por muito tempo. Por isso, muitos brasileiros que já planejavam investir ou migrar estão aproveitando este momento para finalmente colocar o projeto em execução”, conclui.

Sobre Murtaz Navsariwala e o Murtaz Law

Advogado especializado em imigração para os Estados Unidos, Murtaz Navsariwala combina formação em Economia e História pela Northwestern University com doutorado em Direito pela Indiana University Bloomington.

Fonte – Assessoria de imprensa.

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