A movimentação política em Petrolina, no sertão pernambucano, abriu uma janela de oportunidade para o prefeito Simão Durando (União-PE). Com a desistência de Miguel Coelho (União –PE) de entrar como candidato avulso ao Senado, e segundo a boca miúda, sem sequer aceitar a primeira suplência da federação o cenário se reorganizou e colocou Simão num ponto de inflexão.
A oposição sempre gostou de chamá-lo de “prefeito substituto”, insinuando que o verdadeiro poder estaria nas mãos de Miguel. Agora, com o ex-prefeito fora do tabuleiro eleitoral imediato, Durando tem a chance de enterrar essa narrativa de vez.
O caminho que vislumbra o horizonte do prefeito é manter e fortalecer a parceria com o governo de Raquel Lyra (PSD), que recentemente entregou um pacote de ações importantes para Petrolina. Soaria contraditório e politicamente suicida ele abrir mão dessa aliança agora para fazer o jogo de forças que não o favorece.
O risco oposto também existe. Se Simão recuar, retomar críticas ao Estado ou se deixar conduzir por forças que não são as suas, vai confirmar exatamente o que a oposição sempre disse: que ele governa a reboque. Nas ruas, já circula até o apelido “governo Simguel”- uma junção de Simão e Miguel – para descrever essa dependência.
A caneta está na mão de Simão Durando. A questão é saber se ele vai usá-la, ou deixa-la ser conduzida pela famosa Força Política.
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Da Redação do JBrito Notícias///
