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Homem negro confundido com retrato falado no caso Beatriz não possui nenhum mandado e pode processar meios de comunicação

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O novo retrato falado do suposto assassino da garota Beatriz Mota, estudante de 7 anos morta a facadas em um escola da rede salesiana de ensino em Petrolina, em 10 de dezembro de 2015, ainda rende boatos e prisão de pessoas inocentes. É interessante destacar que a referida escola a qual Beatriz estudava era um privilégio de poucos, pois, boa parte dos estudantes são filhos de empresários da elite brasileira formada em sua grande maioria por pessoas brancas.

Pois bem, nesse ínterim viralizou com força nesta quarta (2 de junho) a falsa informação pelas mídias sociais, blogs, portais de notícias, entre outros meios um fato mal apurado, que colocou em risco a vida de um homem de epiderme negra que estava internado em um hospital na cidade de Jacobina – BA. Este, ao ser confundido com o novo retrato falado produzido por peritos americanos teve que fugir do hospital por medo de represálias.

Ao ser preso na cidade de Pindobaçu e de lá encaminhado para a delegacia de Senhor do Bonfim, onde foi feito buscas o Coordenador de Polícia Civil da 19ª Coorpin, Dr. Felipe Neri, afirmou não existir nenhum mandado contra a pessoa apresentada por meramente se parecer com um retrato falado.

O homem negro detido injustamente e apresentado como assassino não ficou preso e  segundo o Delegado Felipe não havia nada que o incriminasse, por isso, não poderia mantê-lo sob custódia. Ainda segundo reportagem do Blog Neto Maravilha, a polícia retirou do homem materiais genéticos papiloscópico e DNA, que serão encaminhados para a polícia pernambucana.

Nos bastidores, o homem negro que teve a imagem moralmente afetada na mídia por falsas acusações, estuda acionar defensores públicos e poderá buscar na justiça à reparação por meio de uma ação de danos morais.

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