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Exclusiva: Psicanalista explica até que ponto não sair de casa pode ser prejudicial à saúde  

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Por: Jean Brito,

Há um ano com o surgimento do Coronavírus a humanidade está passando por altos e baixos na rotina cotidiana, agora andar nas ruas pode ser um perigo para a saúde das pessoas devido a pandemia que já ceifou a vida de mais de 300 mil pessoas só no Brasil. O Kit Covid-19, composto por máscara, álcool em gel e o distanciamento social, recomendado pelas autoridades sanitárias para minimizar o impacto da doença, que mata de forma acentuada pessoas acometidas com comorbidades, já é item indispensável na vida das pessoas.

Porém especialistas da área médica alertam que meses dentro de casa representa menos exposição à radiação solar, fonte valiosa de vitamina D, redução de atividade física e, alimentação não tão saudável, e isso representa  uma combinação perigosa para o desenvolvimento ou a piora de uma série de doenças.

Embora ficar em casa seja uma das medidas para se proteger e evitar a disseminação da doença, por outro lado, também pode ser extremamente prejudicial à saúde humana.

A psicanalista Eliana Sicsú que atende pessoas no Sertão do São Francisco é especialista na área de Psicanálise – ciência que estuda os problemas que dizem respeito ao comportamento individual e social do homem, decorrente de doenças relacionadas com a soma de suas experiências (doenças emocionais e neuroses). Para ela ficar em casa pode ser prejudicial à saúde ou não, a depender do contexto de cada ambiente.

Doutora Eliana

“É preciso considerar o contexto deste ‘ficar em casa’ se é um ambiente estressante, se é um ambiente que tem muita negatividade, se o ambiente emocional é destrutivo, se tem grito, se tem agressividade, cobranças  e não há uma organização. Então, o ambiente que é gerado em casa pode gerar um nível de estresse que a pessoa pode entrar em desequilíbrio mental”.

Doutora Eliana ressalta ainda que caso a pessoa tenha alguma patologia, ou seja, alguma predisposição genética a questões psicológicas  ligadas a questões de saúde mental ela pode sim ter um surto. A doutora também aponta alternativas para evitar mudanças de comportamento na pandemia.

“É preciso a gente entender a forma que a gente conduz a nossa vida, aonde a gente tiver a gente pode se expor a um nível de stress ou desencadear algum surto ou alguma coisa ligada a transtornos mentais se essa pessoa tiver alguma predisposição para isso. Ficar em casa com consciência, com clareza, aceitando a realidade naquele contexto, procurando fazer atividades organizando sua agenda para uma rotina produtiva, uma rotina que contemple o corpo, que contemple a mente e a sua espiritualidade, isso não vai ter o risco de alguém surtar só porque está em casa”, pontuou a psicanalista Eliana Sicsú.

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